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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Funções de um Crossover

Crossover? O que é? Para que serve?


O crossover é um filtro eletrônico que serve para separar as faixas de frequência do sinal de áudio e enviá-las ao alto-falante (driver) adequado. Ou seja, ele separa e envia as partes agudas da música para o tweeter e as partes graves para o woofer (mid).

Abaixo colo um texto um do Renato ( www.diyaudio.com.br ) sobre o assunto, que foi postado no tópico das Baubos no HTForum: para acessar clique aqui.

"...
Esse é um tema bem importante e que sempre gera muitas dúvidas.

Um crossover tem por finalidade proteger e efetivar a transição entres os componentes da forma o mais suave e transparente possível. Um bom cross não pode te permitir a separação entre vias, ou seja, ter uma percepção exata de que tweeter toca separado do mid em sua transição.

Mas para fazer um bom cross, precisamos ter alguns parâmetros que servirão de base para uma série de decisões:

- Ponto de corte, ou seja, onde a curva é interessante para deixar de ser usada para ser casada com o melhor ponto de corte do outro/próximo alto-falante.

- Os componentes (resistor, indutor e capacitor) usados, possuem valores tendo ainda a curva de impedância de cada driver e como a curva varia com a frequência, acaba ganhando necessidades bem específicas casadas com determinados alto-falantes.

- No que se refere a proteção, esbarramos nas mesmas necessidades pois cada alto-falante tem uma frequência de ressonância, uma capacidade de SPL e etc que devem ser considerado...

- Fora os filtros auxiliares como Notch e Zobel que DEVEM ser obrigatoriamente casados com cada componentes...

- E isso não engloba uma série de outros pontos super importantes (perda por geometria de gabinete, difração, slope e tipo de corte, etc..etc.. )
..."

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Os Graves e o Tamanho dos Falantes (Drivers)


Não necessariamente alto-falantes pequenos produzem menos (ou piores) graves.
Leia aqui:
http://www.diyaudio.com.br/2012/10/graves-relacao-com-tamanho-e-capacidade.html

Acredite, a caixa com o amarelinho toca MUITO mais do que a outra...!
Esse é um falante da NAR, em uma caixa muito bem projetada (uma LT). A preta é uma velha caixa de um 3em1 Sanyo.

domingo, 28 de outubro de 2012

As partes e o Todo 2


Agora sobre minhas queridas novas caixas!

Continuando a história, meses depois de descobrir tudo isso, meses depois de ligar o receiver Onkyo com as caixas Gradiente, muita apreensão sobre como ficariam as caixas que eu iria construir, muito planejamento, sonhos... (depois eu posto sobre a montagem).

Há três semanas, terminei as minhas Baubos! Com muita apreensão conectei as caixas, escolhi aquela música no meu iPod e liguei: “NOSSA! QUE DIFERENÇA!”; “NOSSA! QUE DIFERENÇA!”; “NOSSA! QUE DIFERENÇA!” O som ficou maravilhoso! Eu passei a tarde inteira ouvindo música e sorrindo sem parar... Estou ouvindo um som tão bom, talvez melhor, do que aquele que eu ouvi nas lojas especializadas. Que alegria!

Ah... Mas não para por aí, não. Comecei a trocar as músicas no iPod. Nesse momento, com um equipamento de qualidade confirmei mais uma informação que li muito nas minhas pesquisas. O MP3 “comum” tem um som MUITO ruim! Apenas algumas gravações, com uma qualidade melhor (taxa de amostragem maior) eram compatíveis com as caixas. Até músicas das bandas preferidas, como estavam mal gravadas, não me agradaram... Troquei a fonte da música. Coloquei para tocar no computar um disco de testes gravado no formato FLAC (fica para outra postagem) recomendado pelo mestre Renato. E aí, mais uma vez: “NOSSA! QUE DIFERENÇA!” Música boa, em gravação boa, com amplificador bom e caixa de som boa. O som fica de fato perfeito!

Bom, resumindo a história, com R$1.500,00 e uma gravação de qualidade consegui um som com a qualidade que queria, equivalente à aparelhagem de R$10.000,00 que havia escutado na loja aqui no Brasil.

E agora, como já disse, com o amplificador bom e as caixas boas, vou começar a ir atrás de boas fontes (toca CD, FLAC, placa de som para o PC, DAC...). E vou postando meus aprendizados aqui.
Até!

domingo, 14 de outubro de 2012

As partes e o Todo



O equipamento faz MUITA diferença na música que você escuta!

Bem... Sou um iniciante no áudio hi-fi (hi-end...) e o propósito deste site é justamente compartilhar meus descobrimentos, facilitando quem sabe a vida de mais alguém que, como eu, ama escutar boa música bem reproduzida, mas talvez não tenha tanto tempo ou paciência para estudar todos os detalhes da aparelhagem sonora.

Quero falar sobre como tem sido até agora a evolução do meu equipamento e a alegria que sinto (neste exato momento) quando ouço uma música MUITO bem tocada pelo meu novo e relativamente modesto equipamento.

Já escrevi aqui que no mundo do áudio é uma boa ideia ir melhorando os equipamentos aos poucos. Assim você fica feliz a cada nova pequena melhoria e ainda evita desperdiçar dinheiro em alguma peça que pode não resolver o seu problema.

Pois bem, comecei esta jornada, não difícil de imaginar, quando meu antigo aparelho de som pifou... Era um DVD player Panasonic integrado com amplificador e alto falantes (5.0). Comprei sem conhecimento, mas acabei dando sorte e fiquei bastante satisfeito. O aparelho era provavelmente um dos melhores desse tipo (era um pouco melhor do que o tipo que se encontra em qualquer loja de departamento).

Quando ele pifou de vez, como já é de costume, o concerto (R$400,00) ficaria quase pelo preço de um novo (desses de loja de departamento... R$700,00) e pensei: “Ah... vou comprar um novo. Com saída HDMI, Dolby alguma coisa, etc, etc... Já faz quase dez anos, com certeza a qualidade do som vai ser pelo menos igual.”

Comprei. Trouxe pra casa. Liguei... CREDO! Que som sem graça! Sem graça não, RUIM (lembre que isso é opinião pessoal)! Fiquei muito bravo e fui pesquisar na internet (sou um pesquisador!). Em pouco tempo comecei a achar inúmeras referências de áudio de qualidade (audiofilia, hi-fi, hi-end...) e entendi rapidinho que o buraco é mais embaixo.

Bastou passar em duas ou três lojas de home-theater daquelas meio enjoadas, metidas, que eu pensava que nunca seriam necessárias para mim e, ouvindo as primeiras notas naquelas caixas e receivers que eu tinha lido os nomes na internet, confirmei: “QUE DIFERENÇA! É esse som que eu quero ouvir em casa.”

Mas o “precinho” não era muito animador... (perto dos R$10.000,00 !)

Aí começou de fato a pesquisa. Muita leitura, sites, fóruns (htforum.com) e fui pesquisando por onde eu tinha que começar.

Primeira lição: eu precisava de um amplificador (no meu caso um receiver) e caixas de som descentes.

Descobri alguns nomes de marcas, li bastante e passei de novo em duas ou três lojas. Escutei três ou quatro marcas de receivers com outras tantas marcas de caixas de som e confirmei o que imaginava pelas leituras: “Quero um receiver da marca X e um jogo de caixas da marca Y.”

Mas o preço nas lojas do nosso Brasil protecionista ficava mesmo lá perto dos R$9.000,00! Bom... com mais um pouco de pesquisa descobri que o mesmo equipamento nos EUA sairia por algo perto de R$2.500,00. OK. Mas como trazer um jogo de caixas de som numa embalagem de quase 1 metro³ pesando perto de 100 kg!?

Mais pesquisa... Acabei descobrindo uma caixa de som sensacional (www.diyaudio.com.br), que eu mesmo poderia fazer (afinal gosto de marcenaria) com componentes nacionais e que custaria no total algo em torno de R$ 800,00 o par. E os comentários eram mais do que animadores (http://www.htforum.com/vb/showthread.php/158172-Clube-do-Kit-Baubo-para-montagem-de-caixas-ac%C3%BAsticas). A caixa parecia até muito melhor do que a que eu tinha escolhido.

Decidi fazer essa caixa. Então me faltava o amplificador/receiver.

Bem, o receiver que escolhi foi o HT-RC360 da Onkyo (já vou dando nomes das marcas legais...), comprei pela Amazon e pedi para o cunhado trazer (Valeu cunha!). O aparelho que no Brasil custa R$3.000,00 me custou pouco mais de R$700,00! Menos de US$500,00, então sem problema nenhum com a alfândega... :)

Neste meio tempo, enquanto esperava o receiver chegar, desenterrei um velho aparelho de som Gradiente da minha tia que estava lá em casa subutilizado. Ele tinha um bom amplificador (um power stereo dedicado) e boas caixas (torres de 3 vias). Liguei o aparelho em um toca CD’s, posicionei corretamente as caixas e: “Nossa, essas caixas são legais.” O som estava bem melhor do que o que saía do meu novíssimo Home-theater LG com DVD integrado de loja de departamento...

Quando o cunhado chegou com a encomenda, ansioso liguei o receiver novo nas minhas velhas caixas Gradiente: “NOSSA! QUE DIFERENÇA!” Meu som havia dado um grande salto de qualidade. E isso com os mesmo R$700,00 que havia gastado no HT LG. Fiquei bastante feliz e voltei a curtir ouvir música em casa.

Enquanto esperava a possibilidade de fazer minhas novas caixas Baubo, continuei pesquisando e pensando: “Nossa, meu som já tá tão legal. Será que essas caixas vão melhorar ele tanto assim como dizem?”. Bom, lembrava das audições nas lojas e achava que era mesmo possível. Na próxima postagem conto essa parte da história.

sábado, 3 de março de 2012

Tipos de Caixas Acústicas


 

As caixas acústicas influenciam no som reproduzido de diversas formas.
Para começar, elas influenciam no comportamento dos alto-falantes (drivers), pois a pressão do ar de dentro da caixa pode ajudar ou atrapalhar o movimento do cone (depois escrevo algo sobre a composição dos alto-falantes).
Além disso, as ondas sonoras produzidas dentro da caixa podem ser refletidas, absorvidas e/ou aumentadas (ressonância) lá dentro. Essas ondas internas, se “vazarem”, geram ainda mais distorções nas ondas que chegam aos nossos ouvidos.
Existem diferentes desenhos de caixas acústicas para tentar minimizar esses “problemas”.
Os mais conhecidos são:
- caixa selada
- caixa dutada (bass relflex)
- LT - linha de transmissão (TL - transmission line)

Caixa Selada



Como o nome diz, é uma caixa completamente fechada.


Caixa Dutada



Possui um furo (duto) que comunica o interior da caixa ao exterior. Por ele passam algumas ondas produzidas dentro da caixa que evidenciam determinada faixa de frequência, geralmente graves.



LT/TL (Linha de Transmissão)



Tem o formato de um túnel (linha de transmissão) que diminui de tamanho (área de secção) à medida que se afasta do driver (alto-falante). Em geral o túnel é "dobrado" para economia de espaço.  Idealmente o túnel deveria ser infinito e selado, mas obviamente existem limitações... Na prática, a linha termina em uma abertura que funciona de maneira parecida com o duto da caixa dutada.



Em breve tem mais...
Até!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Caixas de Som: primeiros conceitos

O objetivo da caixa de som é eliminar o som... ?!




Na verdade o objetivo é conter os sons produzidos pela parte de trás do alto-falante (driver).
O alto-falante gera som (ondas sonoras) ao movimentar o ar que está à sua frente, mas ele também movimenta o ar que está atrás dele. Essas ondas traseiras podem acabar aumentando ou cancelando algumas partes (faixas de frequência) do som que está sendo reproduzido, gerando distorções nas ondas que chegam aos nossos ouvidos. Assim, os alto-falantes são colocados em caixas para "prender" essas ondas indesejáveis.
O problema é que as caixas acústicas acabam causando outros tipos de distorções e limitações. 
E para resolver isso existem muitos tipos de caixas de som, que serão o assunto do próximo texto.
Até!