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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Tratamento Acústico: engatinhando

Tratamento acústico de salas de audição para iniciantes: ainda engatinhando no assunto.
(imagem retirada de: http://meuhomestudio.blogspot.com.br/ )

Começando meus estudos sobre acústica, para melhorar essa parte fundamental da nossa experiência de audição.
Lembrem que estou começando a aprender, estou longe de ser dono da verdade. Na verdade... correções e complementos são muito bem vindos!

A primeira dica é bem simples.
Imagine o som que sai dos seus alto-falantes se movendo pela sua sala como bolas em uma mesa de bilhar.
Agora tente calcular em que pontos das paredes o som das caixas é refletido para os seus ouvidos. Coloque algum material absorvente ou difusor nesses pontos.
Na imagem acima as linhas pretas representam o som que vem direto da caixa para seus ouvidos. Esse é o único som que você quer ouvir! As linhas vermelhas e azuis são os sons que saem da caixa para as paredes e são refletidas até você. A forma verde representa algum dispositivo absorvente ou difusor.
Não esqueça de fazer o mesmo exercício com o teto e o chão.
Como difusores ou absorventes você pode utilizar tapetes, sofás, plantas, cortinas, quadros, etc. Logicamente não vão ter o mesmo resultado de produtos profissionais como sonex e outros, mas já devem contribuir para melhorar o seu som!
Até,

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Os Graves e o Tamanho dos Falantes (Drivers)


Não necessariamente alto-falantes pequenos produzem menos (ou piores) graves.
Leia aqui:
http://www.diyaudio.com.br/2012/10/graves-relacao-com-tamanho-e-capacidade.html

Acredite, a caixa com o amarelinho toca MUITO mais do que a outra...!
Esse é um falante da NAR, em uma caixa muito bem projetada (uma LT). A preta é uma velha caixa de um 3em1 Sanyo.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Vinil (LP) x CD


O som do disco de vinil (LP ou Long Play) é mesmo melhor que o do CD?


Até a pouco tempo eu acreditava que isso era apenas um evento psicológico, balela de saudosistas...
Na minha cabeça de jovem, antenado nas novas tecnologias, essa ideia era quase ridícula. Tecnologia nova significa avanço, melhoria, portanto...
Além disso, o som dos novos aparelhos de CD era muito bom!
Mas nesses meus estudos iniciais pelo mundo do áudio descobri que não é bem assim.
O vinil (LP) de fato parece ter uma grande vantagem em relação ao CD, mas ela não é definitiva.


Explicação:


O som é formado por ondas de ar (mecânicas).
O microfone transforma essas ondas mecânicas em ondas eletromagnéticas.


Na produção do Vinil, as ondas eletromagnéticas são transformadas novamente em ondas mecânicas, que movem alguma máquina estampando as ondas na superfície do disco.


O CD é diferente. É um meio de gravação digital. Isso quer dizer que ele grava no famoso formato "0 ou 1". Ou seja, todas as informações são transformadas (digitalizadas) em sequências de 0's e 1's. Isso funciona perfeitamente para vários propósitos, mas para outros nem tanto.
O que acontece é que as ondas eletromagnéticas são elementos contínuos (como uma rampa), e o CD (digital) armazena elementos discretos (como uma escada), 0's ou 1's e só. Sendo assim, durante o processo de gravação do CD, as ondas (contínuas) são transformadas em sequências discretas. Como o espaço (físico) do CD é limitado, não é possível gravar uma quantidade infinita de informações. Assim, a rampa (contínua) tem que ser transformada em escada (discreta) para caber no CD. Esse processo é chamado de compressão. Com a compressão o som acaba perdendo qualidade, assim como uma rampa que era lisa fica com imperfeições quando é transformada em escada.


Existem vários aspectos da música que podem ser comprimidos, gerando diferentes qualidades de CD's.
Existem também alguns tipos de discos digitais que resolvem, ou se aproximam muito de resolver, esses problemas. Alguns deles utilizam processos de compressão mais inteligentes (como o XRCD) outros como o DVD, disponibilizam mais espaço para armazenamento de informações, o que diminui a necessidade de compressão e, consequentemente, perda de qualidade.


Agora, voltando ao garoto ligado nas novas tecnologias, é fácil imaginar que logo logo vão criar algum padrão de gravação (Blu-ray talvez já chegue lá?) que comporte tanta informação sonora que, mesmo sendo discreta, é tão detalhada que nossos sentidos humanos não mais serão capazes (fisicamente) de distinguir do som natural.


Além disso, segundo http://soldesafinado.blogspot.com.br "vinil tem uma granulação mínima, que limita a extensão analógica, criando os mesmos "degraus". Além disso, o ato de passar a agulha no sulco vai quebrando as ranhuras, diminuindo a resposta em altas frequências e a dinâmica, além de aumentar a distorção e o ruído. E esta degradação é acentuada a cada reprodução!"

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Primeira lição: Comparações

Gôsto ... cada um tem o seu!

Começando minha aventura pelo mundo do audio me deparei com uma quantidade monstruosa de informações e assuntos para serem discutidos. Como queria, para começar, escolher um equipamento para mim mesmo, fui atrás das avaliações (famosos reviews).
Com tantos parâmetros passíveis de medições (técnicas e exatas ou subjetivas) e equipamentos que custam de poucas centenas de reais até dezenas de milhares de dólares (!) li em algum lugar essa idéia que fez sentido.
Ouvir música é um ato pessoal e intransferível, não delegue a escolha de seus equipamentos!
A audição é subjetiva. É um processo que ocorre no SEU cérebro, portanto, com certeza o seu gosto vai influenciar bastante na qualidade (que você percebe) do seu equipamento.
Li muitas declarações de pessoas que acham equipamentos "mais baratos" muito melhores que concorrentes muito mais caros.
Medidas com equipamentos específicos e opiniões de especialistas são muitíssimo importantes, mas tente sempre OUVIR ANTES DE COMPRAR!